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Atualizado 15 de outubro de 2026 17 min de leitura

Dores nas articulações das mãos e dos dedos: o que pode ser

Nas mãos, a causa mais comum de dor nas articulações é a artrose. Em Portugal atinge 8,7 % dos adultos e 13,8 % das mulheres, segundo o estudo nacional EpiReumaPt. Dedos inchados e presos durante mais de meia hora ao acordar, nas duas mãos, fazem pensar em artrite reumatoide. Formigueiro que acorda a meio da noite aponta para o túnel cárpico. Em todos os casos, o primeiro passo é o médico de família.

8,7 %
adultos com artrose da mão em Portugal (EpiReumaPt, 2016)
13,8 %
das mulheres têm artrose da mão, contra 3,2 % dos homens
0,7 %
adultos com artrite reumatoide em Portugal (EpiReumaPt)
207,55 dias
espera média por Reumatologia, prioridade normal, ULS Santa Maria (agosto 2026)

Dores nas articulações das mãos: o que pode ser?

As causas mais frequentes de dor nos dedos e nas mãos são a artrose, a artrite reumatoide, a síndrome do túnel cárpico, a tendinite de De Quervain, o dedo em gatilho e a gota. A transição da menopausa também traz dores articulares novas a muitas mulheres. O sítio exato da dor e a hora a que piora separam a maioria destes quadros. Se também doem joelhos, ombros ou anca, o ponto de partida é o guia geral sobre dor nas articulações.

A proporção entre eles é muito desigual. O EpiReumaPt, em que reumatologistas confirmaram os diagnósticos numa amostra nacional de adultos, encontrou artrose da mão em 8,7 % e artrite reumatoide em 0,7 % (Branco et al., RMD Open 2016). Por cada pessoa com artrite reumatoide, há mais de dez com artrose nas mãos.

Onde dói nos dedos? O mapa que orienta o diagnóstico

Cada dedo tem três articulações. Cada doença tem as suas preferidas. A articulação junto à unha chama-se interfalângica distal (IFD), a do meio do dedo é a interfalângica proximal (IFP) e os «nós» onde o dedo encontra a mão são as metacarpofalângicas (MCF).

A artrose gosta das IFD, das IFP e da base do polegar. A artrite reumatoide ataca as MCF e as IFP, quase sempre nas duas mãos ao mesmo tempo, e poupa classicamente as IFD, como resumem os critérios ACR/EULAR 2010.

O toque também dá pistas. Na artrose, o alargamento da articulação é duro, de osso. Na artrite reumatoide, a articulação inchada é mole e quase pastosa, descreve a revisão clínica StatPearls.

Artrose da mão: nódulos nos dedos e dor na base do polegar

A artrose da mão é o desgaste da cartilagem das pequenas articulações dos dedos e da base do polegar. Dá dor com o uso, rigidez curta ao acordar e, com os anos, nódulos duros. Os que nascem junto à unha chamam-se nódulos de Heberden; os da articulação do meio, nódulos de Bouchard.

A rizartrose é a artrose da base do polegar. Dói ao apertar, ao torcer uma chave ou ao abrir um frasco, gestos em que o polegar faz força contra os outros dedos (EULAR 2018).

Nas mulheres portuguesas é mais de quatro vezes mais comum do que nos homens, com 13,8 % contra 3,2 % no EpiReumaPt. A evolução varia muito. É frequente uma fase inicial inflamatória e dolorosa, que acalma quando a deformação se instala: segundo uma revisão de 2025 sobre artrose da mão, muitos doentes melhoram ao fim de 2 a 5 anos, mas há quem tenha doença ativa durante mais de uma década.

Existe ainda uma forma mais agressiva, a artrose erosiva, em que o raio-X mostra pequenas erosões no osso. Costuma doer mais e evoluir pior do que a artrose da mão comum (Nature Reviews Rheumatology).

Tipos de artrose da mão, talas e adaptações da casa estão desenvolvidos no guia sobre a artrose da mão em detalhe. Porque se gasta a cartilagem, e porque nem sempre dói, conta-se na explicação completa da artrose.

Mãos inchadas e rígidas de manhã: pode ser artrite reumatoide?

Pode, sobretudo quando a rigidez ao acordar dura mais de 30 a 60 minutos, as duas mãos incham ao mesmo tempo e doem os nós dos dedos. Na artrose, a mesma rigidez passa em poucos minutos.

Quem vive isto descreve-o sem rodeios. Numa pergunta publicada na Doctoralia Portugal, uma utente escrevia: «Acordo, com frequência, com as mãos inchadas, vermelhas, dormentes e com dor nos dedos.»

A artrite reumatoide é uma doença autoimune. O próprio sistema de defesa inflama a membrana que forra as articulações. Para a classificar, o reumatologista soma pontos em quatro áreas: quantas e que articulações estão inchadas, fator reumatoide e anti-CCP, VS ou PCR, e há quanto tempo duram os sintomas. Com 6 pontos ou mais em 10, a doença considera-se definida (ACR/EULAR 2010).

Das análises, o anti-CCP é a mais específica. Raramente aparece no sangue de quem tem só artrose, e por isso é o marcador que melhor separa as duas (revisão sistemática de 2011). O fator reumatoide é menos fiável sozinho: pode vir positivo noutras doenças, em infeções e até em pessoas saudáveis (estudo de 2008).

Não é um teste para casa. Quem examina e decide é o especialista.

Análises normais também não arrumam a questão. VS e PCR são normais em cerca de 40 % das pessoas com artrite reumatoide, segundo uma revisão sobre análises na artrite reumatoide.

Aqui, o tempo conta. Tratar nos primeiros 3 a 6 meses de sintomas associa-se a melhores resultados a longo prazo, e é por isso que a norma britânica NICE NG100 pede que qualquer suspeita de inflamação persistente numa articulação siga para Reumatologia sem esperar pelas análises. Mesmo no Reino Unido, uma auditoria nacional encontrou só 17 % de doentes referenciados pelo médico de família em 3 dias úteis.

Quando o tratamento começa, a primeira linha é quase sempre o metotrexato, com um corticoide durante pouco tempo; se ao fim de 3 a 6 meses não chegar, o reumatologista pode juntar um medicamento biológico (EULAR 2022).

E se houver psoríase na pele ou nas unhas?

A artrite psoriática é uma artrite ligada à psoríase da pele ou das unhas. Nas mãos pode inchar um dedo inteiro, de ponta a ponta, o chamado dedo em salsicha. Quem tem psoríase e começa com dedos inchados deve dizê-lo logo na consulta. Este e os outros tipos de artrite, até às reativas, estão no guia sobre artrite, sintomas e tipos.

Quanto se espera por Reumatologia no SNS?

A primeira consulta hospitalar é pedida pelo médico de família. A lei garante no máximo 30 dias para pedidos muito prioritários, 60 para prioritários e 120 para normais (Portaria 153/2017), valores que a Portaria 137/2026/1 manteve.

No terreno, a prioridade faz toda a diferença. Em agosto de 2026, a Reumatologia da ULS Santa Maria, em Lisboa, recebia, em média, os pedidos muito prioritários em 10 dias, os prioritários em 30,65 e os normais em 207,55. É um hospital, não a média nacional.

Um pedido que descreve inchaço nas duas mãos, rigidez longa e análises alteradas diz mais do que «dores nas mãos». Com o regime de livre acesso, também se pode escolher outro hospital do SNS com espera mais curta (circular ACSS/SPMS 21/2016).

Dormência e formigueiro nos dedos à noite: é o túnel cárpico?

Muitas vezes é. A síndrome do túnel cárpico é a compressão de um nervo na passagem pelo punho, e a neuropatia por compressão mais comum do membro superior. Dá dormência e formigueiro no polegar, no indicador e no médio, pior de noite, que alivia ao abanar a mão.

Não é doença da articulação. Confunde-se com ela. Quem acorda com a mão «morta» sente-a muitas vezes como dor nos dedos.

Sozinhos, os testes da internet valem pouco. Numa meta-análise de 2023 sobre o diagnóstico do túnel cárpico, o teste de Phalen, com os punhos dobrados um contra o outro, acertou em 57 % dos casos verdadeiros e teve especificidade de 67 %. O sinal de Tinel, com pancadinhas no punho, teve sensibilidade de 45 % e especificidade de 78 %. O médico junta os sintomas ao exame e, quando precisa de confirmar, pede eletromiografia.

Dor no punho do lado do polegar ou dedo que prende: De Quervain e dedo em gatilho

A tendinite de De Quervain é a inflamação dos tendões que movem o polegar, junto ao punho. Dói na base do polegar e no bordo do punho, sobretudo ao torcer o pulso, como a espremer um pano. O dedo em gatilho é outra coisa: o dedo prende ao dobrar e solta-se com um estalido.

Nenhuma das duas é artrose. Confundem-se com ela a toda a hora. Numa pergunta na Doctoralia Portugal, uma utente contava ter feito 17 sessões de fisioterapia por uma tendossinovite, com as análises a pôr de parte artrite e o raio-X a mostrar «início de uma espécie de artrose». É um retrato comum de quem anda de exame em exame.

Uma revisão sistemática de 2018 (Huisstede et al.) encontrou evidência moderada de alívio a muito curto prazo com infiltração de corticoide nas duas situações. Na De Quervain, juntar uma tala do polegar à infiltração pareceu funcionar melhor do que a infiltração sozinha.

Dedo de repente quente, vermelho e inchado: pode ser gota?

Pode. A gota começa quase sempre no dedo grande do pé, mas em doença mais antiga, com depósitos de cristais, também chega às mãos. A crise instala-se em horas, com a articulação quente, vermelha e tão sensível que custa tocar-lhe.

Em Portugal, a gota atinge 1,3 % dos adultos: 2,6 % dos homens e apenas 0,1 % das mulheres (EpiReumaPt). As recomendações EULAR 2016 põem como alvo um ácido úrico abaixo de 6 mg/dL (360 µmol/L), ou abaixo de 5 mg/dL nos casos graves. A crise trata-se com colchicina, anti-inflamatórios ou corticoides. Para baixar o ácido úrico de forma duradoura, a primeira escolha é o alopurinol, com dose ajustada à função dos rins.

O mesmo quadro de dedo quente e vermelho pode ser infeção. Por isso a avaliação é no próprio dia, e não na consulta do mês seguinte.

Dores nas mãos na menopausa: são das hormonas?

Podem ser, em parte. Wright e colegas, numa revisão de 2024 na Climacteric, deram a este quadro o nome «síndrome musculoesquelética da menopausa»: mais de 70 % das mulheres na transição sentem sintomas nos músculos e nas articulações, e em 25 % delas esses sintomas chegam a incapacitar. Entram nesse retrato a dor articular — também nas mãos —, a perda de massa muscular, a perda de osso e o avanço da artrose.

Os autores ligam-no à oscilação e queda do estrogénio. Uma revisão anterior (Watt, 2018) lembra que a relação de causa direta ainda não está demonstrada.

Os números portugueses mostram o mesmo desequilíbrio entre sexos: no EpiReumaPt, a artrose da mão aparece em 13,8 % das mulheres e em 3,2 % dos homens. A revisão de 2024 põe a progressão da artrose na lista de efeitos associados à queda do estrogénio, sem provar que seja essa a causa da diferença.

A menopausa explica muita coisa. Não explica tudo. Dedos inchados de manhã durante uma hora continuam a merecer análises, seja qual for a idade.

Testes simples: o que as mãos já não conseguem fazer?

As queixas que mais ajudam o médico são as do dia a dia. Algumas perguntas orientam, sem substituir o exame.

  • Consegue fechar o punho por completo? Se não, há inchaço ou rigidez a investigar.
  • Dói a base do polegar ao abrir um frasco ou rodar a chave da porta? É o gesto típico da rizartrose.
  • Algum dedo fica preso ao dobrar e solta-se de repente? Aponta para dedo em gatilho.
  • Acorda de noite com a mão dormente e precisa de a abanar? Faz pensar em túnel cárpico.
  • Dói o bordo do punho ao torcer um pano? Lembra a tendinite de De Quervain.

Vale a pena anotar há quanto tempo, em que mão e quantos minutos dura a rigidez de manhã. Numa consulta curta, estas notas poupam tempo.

O que ajuda nas dores das mãos?

Na artrose da mão, as recomendações europeias EULAR 2018 começam pelo que não é medicamento: exercícios para as mãos, dispositivos que poupam os dedos e talas. As talas têm lugar sobretudo na rizartrose, posição partilhada pelo ACR/Arthritis Foundation 2019.

Nos medicamentos, o gel vem primeiro. A EULAR põe o anti-inflamatório tópico como primeira escolha, preferido aos comprimidos. Na farmácia, a 24 de setembro de 2026, o Diclofenac Generis 10 mg/g custava 7,95 €, o Voltaren Emulgel 1 % custava 13,95 € e o Ib-u-ron Gel Mentol 50 mg/g custava 9,31 €, sempre em bisnaga de 100 g. Os ensaios que melhor mediram estes géis, reunidos pela Cochrane em 2016, foram feitos sobretudo no joelho e duraram 6 a 12 semanas. Usar gel e comprimido anti-inflamatório ao mesmo tempo soma exposição, e o farmacêutico deve saber de ambos. Diferenças entre géis e cuidados de uso estão no guia sobre géis e pomadas para a artrose.

A condroitina é praticamente o único suplemento com lugar nas normas da mão. A EULAR 2018 refere-a como opção para alívio dos sintomas e o ACR 2019 dá-lhe uma recomendação condicional, ou seja, fraca. Isolada, sem glucosamina, não a encontrámos à venda nas farmácias online portuguesas a 24 de setembro de 2026.

Na De Quervain e no dedo em gatilho, a infiltração de corticoide tem a melhor evidência a curto prazo. Na artrite reumatoide e na gota, gel e suplementos não chegam: o tratamento é de fundo e decide-o o especialista.

Sinais de alarme nas mãos

Nestes casos, a consulta de rotina é tarde demais.

  • Dedo, punho ou mão de repente quentes, vermelhos, inchados e muito dolorosos, sem pancada. Pode ser infeção dentro da articulação, que a destrói em dias, com ou sem febre (NHS). Urgência hospitalar hoje.
  • Febre com dor e inchaço numa articulação da mão. Ligar para o SNS 24, 808 24 24 24, gratuito e aberto 24 horas (ERS).
  • Queda sobre a mão seguida de deformidade ou de incapacidade de mexer o punho. Pode ser fratura. Urgência hospitalar.
  • Perda súbita de força na mão. Avaliação urgente, no próprio dia.
  • Inchaço nas duas mãos que dura semanas, com rigidez longa ao acordar. Não é emergência, mas pede consulta rápida com o médico de família e referenciação a Reumatologia.

O mapa das mãos não substitui o exame das articulações

Aqui juntámos o mapa das mãos: onde dói cada problema, que gestos o denunciam, quantos portugueses o têm e que passos costuma dar o médico de família.

Fica de fora o diagnóstico, que exige ver e apalpar as articulações. Também não damos doses de medicamentos nem de suplementos, porque dependem da causa, dos rins e do resto da medicação. Um formigueiro noturno e um dedo inchado de manhã podem ter tratamentos opostos, e trocá-los atrasa o que resolve.

Fontes utilizadas 29

  1. Branco JC et al. — Prevalence of rheumatic and musculoskeletal diseases in Portugal: EpiReumaPt, RMD Open, DOI 10.1136/rmdopen-2015-000166 (2016)
  2. ULS Santa Maria — Tempos de resposta, consulta externa CTH/SINACC, agosto (2026)
  3. Portaria n.º 153/2017, Diário da República, TMRG (2017)
  4. Portaria n.º 137/2026/1, Diário da República, TMRG revistos (2026)
  5. ACSS/SPMS — Circular Informativa Conjunta 21/2016, livre acesso e circulação no SNS (2016)
  6. ERS — O acesso a cuidados de saúde através da Linha SNS 24 (2026)
  7. Doctoralia Portugal — pergunta de utente sobre mãos inchadas ao acordar (consultado 2026)
  8. Doctoralia Portugal — pergunta de utente sobre tendossinovite (consultado 2026)
  9. Kloppenburg M et al. — EULAR recommendations for the management of hand osteoarthritis, 2018 update, Ann Rheum Dis (2019)
  10. ACR/Arthritis Foundation — guideline for osteoarthritis of the hand, hip and knee, DOI 10.1002/art.41142 (2019)
  11. Aletaha D et al. — 2010 Rheumatoid arthritis classification criteria, ACR/EULAR, Arthritis Rheum (2010)
  12. Ledingham JM et al. — NICE NG100 e National Clinical Audit for Rheumatoid and Early Inflammatory Arthritis, Rheumatology (2017)
  13. Shapiro SC — Biomarkers in rheumatoid arthritis, Cureus (2021)
  14. StatPearls — Rheumatoid arthritis, exame das mãos (consultado 2026)
  15. Watt FE et al. — Current and future advances in practice: practical management of hand osteoarthritis, Rheumatology Advances in Practice (2025)
  16. Dabbagh A et al. — Diagnostic test accuracy of provocative maneuvers for the diagnosis of carpal tunnel syndrome: a systematic review and meta-analysis, Physical Therapy (2023)
  17. Huisstede BM et al. — Effectiveness of conservative, surgical, and postsurgical interventions for trigger finger, Dupuytren disease, and De Quervain disease, Arch Phys Med Rehabil (2018)
  18. Richette P et al. — EULAR 2016 updated recommendations for the management of gout, Ann Rheum Dis (2017)
  19. Wright VJ et al. — The musculoskeletal syndrome of menopause, Climacteric (2024)
  20. Watt FE — revisão sobre dor musculoesquelética e menopausa, DOI 10.1177/2053369118757537 (2018)
  21. NHS — Septic arthritis (consultado 2026)
  22. Farmácia Home — Diclofenac Generis 10 mg/g, 100 g, preço a 24-09-2026
  23. Farmácia Alves Online — Voltaren Emulgel 10 mg/g, 100 g, preço a 24-09-2026
  24. MegaFarma — Ib-u-ron Gel Mentol 50 mg/g, 100 g, preço a 24-09-2026
  25. Nature Reviews Rheumatology — artrose da mão nodal e erosiva (2011)
  26. Taylor P et al. — A systematic review of serum biomarkers anti-cyclic citrullinated peptide and rheumatoid factor as tests for rheumatoid arthritis, International Journal of Rheumatology (2011)
  27. Fathi NA et al. — Diagnostic performance and predictive value of rheumatoid factor, anti-CCP antibodies and HLA-DRB1 in rheumatoid arthritis, International Archives of Medicine (2008)
  28. EULAR — recommendations for the management of rheumatoid arthritis, 2022 update, Ann Rheum Dis (2023)
  29. Derry S et al. — Topical NSAIDs for chronic musculoskeletal pain in adults, Cochrane CD007400.pub3 (2016)

Perguntas frequentes

Porque é que os dedos incham de manhã?

Dedos inchados e rígidos ao acordar durante mais de 30 a 60 minutos, nas duas mãos, sugerem inflamação, como na artrite reumatoide. Na artrose, a rigidez da manhã dura poucos minutos. Inchaço que se repete durante semanas merece consulta com o médico de família.

Dores nas articulações dos dedos das mãos e dos pés ao mesmo tempo: o que pode ser?

A artrite reumatoide atinge com frequência as pequenas articulações das mãos e dos pés dos dois lados. A artrite psoriática pode inchar um dedo inteiro, o chamado dedo em salsicha. Qualquer destes quadros justifica análises e avaliação pelo médico de família.

Os nódulos nos dedos são artrose ou artrite?

Nódulos duros junto à unha (Heberden) ou na articulação do meio (Bouchard) são sinais clássicos de artrose da mão. Na artrite reumatoide, o inchaço é mole e fica sobretudo nos nós dos dedos, junto à palma.

Que análises pede o médico de família para dores nas mãos?

Depende do quadro. Com suspeita de artrite reumatoide, costuma pedir VS, PCR, fator reumatoide e anti-CCP; com crise súbita num dedo, ácido úrico. Na artrose típica, o exame das mãos chega e o raio-X fica para os casos com dúvida.

O teste de Phalen feito em casa confirma o túnel cárpico?

Não confirma nem exclui. Numa meta-análise, o teste de Phalen detetou 57 % dos casos verdadeiros, com especificidade de 67 %. O diagnóstico junta sintomas, exame e, quando é preciso, eletromiografia.

Dores nas articulações das mãos: o que fazer em casa?

Na artrose da mão, as normas europeias começam por exercícios para as mãos, dispositivos que poupam os dedos, tala na base do polegar e anti-inflamatório em gel. Inchaço nas duas mãos, dedo quente ou formigueiro noturno pedem consulta antes de qualquer tratamento caseiro.