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Atualizado 15 de outubro de 2026 17 min de leitura

Dor nas articulações: o que pode ser e o que fazer

Depois dos 45 anos, a doença das articulações mais comum é a artrose. Em Portugal, o estudo nacional EpiReumaPt encontrou artrose do joelho em 12,4 % dos adultos e artrose das mãos em 8,7 %. Uma articulação quente, vermelha e inchada sem pancada é outra história e não espera pela consulta. Para tudo o resto, a primeira paragem é o médico de família, no centro de saúde.

12,4 %
adultos com artrose do joelho em Portugal (EpiReumaPt, 2016)
15,8 %
com doença à volta da articulação, em tendões e bursas (EpiReumaPt)
120 dias
teto da lei para a primeira consulta hospitalar num pedido normal
808 24 24 24
SNS 24, gratuito, 24 horas por dia

Dor nas articulações: o que pode ser?

Na maior parte dos adultos portugueses, a dor articular vem da artrose, de tendões e bursas inflamados à volta da articulação ou de uma sobrecarga. Artrites, gota e infeções são menos frequentes, mas mudam o tratamento por completo. O EpiReumaPt mediu cada uma: reumatologistas confirmaram os diagnósticos numa amostra nacional de 10 661 adultos (Branco et al., RMD Open 2016).

A idade pesa muito. No Inquérito Nacional de Saúde 2019 do INE, a artrose era cerca de 15,6 vezes mais frequente em quem tinha 45 anos ou mais do que entre os 15 e os 44. Por cada 100 homens com a doença havia 248 mulheres.

Há um retrato típico. Tem 45 anos ou mais, a dor aparece com o esforço e a rigidez ao acordar não passa de 30 minutos. Nesse caso, a norma britânica NICE NG226 permite ao médico diagnosticar artrose só pela consulta, sem raio-X.

Uma articulação ou várias, com ou sem inchaço: o que revela o padrão?

O padrão da dor diz mais ao médico do que a intensidade. Quantas articulações doem, se incham, quanto tempo dura a rigidez de manhã e como tudo começou: quatro perguntas que arrumam a maioria dos casos.

O tipo de inchaço também conta. Na artrite reumatoide a articulação inchada fica mole, quase pastosa ao toque. Na artrose o alargamento é duro, de osso, segundo a revisão clínica StatPearls.

«Dói-me tudo de manhã»: rigidez curta ou longa?

A duração da rigidez ao acordar é o sinal que melhor separa desgaste de inflamação. Minutos apontam para artrose. Mais de meia hora a uma hora, sobretudo com inchaço nas duas mãos, aponta para artrite.

Numa pergunta publicada na Doctoralia Portugal, uma mulher de 47 anos descrevia dores nas mãos e nos pés, «rigidez matinal e muito cansaço sem razão aparente». Os reumatologistas que responderam aconselharam avaliação especializada, e não esperar para ver.

Dor espalhada pelo corpo acompanhada de falta de energia tem causas próprias, da fibromialgia à tiroide. O guia sobre dores nas articulações e cansaço ao mesmo tempo trata esse quadro por inteiro.

Quem toma estatinas para o colesterol costuma culpar o comprimido pelas dores. Num ensaio britânico com 200 pessoas que tinham largado ou pensavam largar a estatina por dores musculares, cada uma alternou às cegas períodos de estatina e de placebo, e as queixas foram praticamente iguais nos dois (Herrett et al., BMJ 2021). Uma meta-análise de 2025, também em pessoas com queixas anteriores, não encontrou diferença significativa nos sintomas musculares ao retomar a estatina (odds ratio 1,19), segundo a revisão de Aebi e colegas. A dor é real para quem a sente; suspender a estatina é conversa para ter com o médico.

Artrose, artrite, gota ou tendinite: como se distinguem?

Cada causa tem uma assinatura. A artrose dói com o uso e melhora com o repouso. A artrite incha e prende de manhã. A gota começa de repente, de noite, numa só articulação.

Artrose: o desgaste que dói com o esforço

A artrose é o desgaste da cartilagem que reveste os ossos dentro da articulação. Dói ao andar, subir escadas ou abrir um frasco, alivia em repouso e piora ao fim do dia. Joelhos, mãos e anca são os alvos principais, pela ordem do quadro do EpiReumaPt. O que é, como evolui e como se trata está explicado no nosso guia sobre o que é a artrose.

Artrite reumatoide e outras artrites

Artrite quer dizer inflamação dentro da articulação. Na artrite reumatoide, o sistema imunitário ataca a membrana que forra a articulação, quase sempre dos dois lados e nas pequenas articulações das mãos e dos pés. Começar o tratamento nos primeiros 3 a 6 meses de sintomas associa-se a melhores resultados a longo prazo, e é por isso que a norma britânica NICE NG100 manda referenciar sem esperar pelas análises. Tipos, análises e tratamento estão no guia sobre artrite e os seus tipos.

Gota: a crise que acorda a meio da noite

A gota nasce de cristais de ácido úrico dentro da articulação. A crise é súbita e muito dolorosa, com a articulação quente e vermelha, classicamente no dedo grande do pé. Em Portugal atinge 2,6 % dos homens e apenas 0,1 % das mulheres (EpiReumaPt). O tratamento da crise e o alvo de ácido úrico a longo prazo estão explicados na página sobre os tipos de artrite e como se distinguem.

Tendinites e bursites: dor ao lado da articulação

Tendões e bursas são as estruturas que rodeiam a articulação. Doem num ponto preciso e com um gesto concreto, como levantar o braço ou deitar-se sobre a anca. É o segundo problema musculoesquelético mais comum no país, com 15,8 % dos adultos.

Infeção: a exceção que não pode esperar

A artrite séptica é uma infeção bacteriana dentro da articulação. Começa depressa, costuma ser numa só articulação e pode destruí-la em poucos dias. A febre pode faltar, lembra o NHS.

Menopausa: dores novas entre os 45 e os 55

Muitas mulheres relatam dores articulares que começam justamente nesta fase. Wright e colegas, numa revisão de 2024 na Climacteric, situam em mais de 70 % a proporção de mulheres com sintomas musculoesqueléticos na transição da menopausa, dos quais 25 % chegam a causar incapacidade. A relação com a queda do estrogénio parece forte, mas os próprios autores não a dão como provada.

E quando a dor está nas mãos?

Nas mãos, o diagnóstico diferencial é maior. Entram a artrose dos dedos, a artrite reumatoide, o túnel cárpico, o dedo em gatilho e a tendinite do polegar. Os sinais que separam cada um estão no guia sobre dores nas articulações das mãos e dos dedos.

O que fazer em casa enquanto espera pela consulta?

Para dor de desgaste ou de sobrecarga, o que tem mais evidência é o exercício e a perda de peso. Nenhum dos dois custa dinheiro.

A revisão Cochrane de 2024 juntou 139 estudos e 12 468 pessoas com artrose do joelho. O exercício baixou a dor em 8,7 pontos numa escala de 0 a 100 face a placebo, e em 13,1 pontos face a não fazer nada. Na função, os ganhos foram de 11,3 e 12,5 pontos nas mesmas comparações. Os autores chamam-lhe melhoria provável, de importância clínica incerta. A DGS aponta para 150 minutos por semana de atividade moderada, e 65,6 % dos portugueses com 15 ou mais anos não fazem desporto regular (INE 2019).

Com o peso, a relação é gradual. Num estudo com 1 383 pessoas com artrose do joelho, idade média de 64 anos, foi preciso perder pelo menos 7,7 % do peso para uma melhoria da função que se sente no dia a dia (DOI 10.1002/acr.22805). Num ensaio de 18 meses, cada quilo a menos tirava cerca de 4 kg de força ao joelho em cada passo (Messier et al., 2005).

Calor ou gelo servem sobretudo para conforto. Nas fontes que consultámos não encontrámos ensaio que meça o seu efeito na artrose.

Um gel anti-inflamatório no joelho tem melhor evidência do que muita gente pensa. Na revisão Cochrane de 2016, com o diclofenac em gel foi preciso tratar 9,8 pessoas para uma ter alívio forte que não teria com placebo. A 24 de setembro de 2026, o Diclofenac Generis 10 mg/g custava 7,95 € e o Voltaren Emulgel 1 % custava 13,95 €, ambos em bisnaga de 100 g. Géis, preços e cuidados estão na comparação de géis anti-inflamatórios.

O paracetamol, o clássico Ben-u-ron, ajuda muito menos do que se julga. Na revisão Cochrane de 2019 baixou a dor da artrose do joelho e da anca em 3,23 pontos em 100. O mínimo que uma pessoa nota fica nos 9 pontos. As análises ao fígado vieram alteradas em 70 de cada 1 000 pessoas, contra 18 com placebo.

Existe um comprimido para a dor nas articulações?

Não existe um comprimido único, porque a dor nas articulações não tem uma causa única. Uma crise de gota, uma artrite reumatoide e um joelho gasto tratam-se com medicamentos diferentes, e alguns deles só um especialista começa.

Na artrose, as normas põem o gel antes do comprimido. A ESCEO 2019 recomenda de forma forte o anti-inflamatório tópico antes do oral, sobretudo em pessoas com 75 anos ou mais e em quem tem problemas de estômago, coração ou rins. O anti-inflamatório em comprimido tem riscos próprios. Em 2013 a agência europeia do medicamento concluiu que o diclofenac oral aumenta o risco cardiovascular ao nível dos inibidores da COX-2 (revisão EMA/PRAC).

Não indicamos doses nem recomendamos marcas de comprimido nesta página. A dose certa depende da causa, da idade, dos rins e dos outros medicamentos que a pessoa toma, e isso só se decide na consulta.

Que análises e exames pedir no centro de saúde?

As análises certas dependem do padrão da dor. O médico escolhe-as pelo quadro, não às cegas. Uma revisão clínica sobre como investigar uma poliartrite nova (Best Practice & Research Clinical Rheumatology) desaconselha os «painéis de artrite» pedidos sem hipótese.

Uma VS ou PCR normais não excluem artrite. Uma revisão sobre análises na artrite reumatoide lembra que estes valores são normais em cerca de 40 % das pessoas com a doença.

O raio-X mostra o osso e o espaço da cartilagem, mas a imagem nem sempre bate com a dor. Há pessoas com artrose avançada no raio-X e pouca dor, e o contrário, segundo a escala de Kellgren-Lawrence que os médicos usam para graduar a artrose (MedEdPORTAL).

Como preparar a consulta com o médico de família

Uma consulta curta rende mais com notas feitas em casa.

  • que articulações doem, e se é de um lado ou dos dois
  • há quanto tempo, e se começou de repente ou aos poucos
  • quantos minutos dura a rigidez ao acordar
  • se houve inchaço, calor ou vermelhidão
  • que medicamentos toma, incluindo géis e suplementos
  • o que já deixou de conseguir fazer, como abrir um frasco ou subir escadas

Do médico de família à ortopedia ou reumatologia: quanto se espera?

No SNS, a porta de entrada é o médico de família do centro de saúde, na USF ou UCSP. É ele quem pode pedir análises e raio-X e referenciar para a primeira consulta hospitalar de Ortopedia, Reumatologia ou Medicina Física e de Reabilitação. Com o regime de livre acesso, o utente pode escolher outro hospital do SNS com tempo de espera mais curto (circular ACSS/SPMS 21/2016).

A lei fixa prazos máximos. A Portaria 153/2017 dá 30 dias para a primeira consulta muito prioritária, 60 para a prioritária e 120 para a normal, e a Portaria 137/2026/1 manteve os três valores a partir de 2 de abril de 2026.

A realidade pode ser outra. O relatório de agosto de 2026 da ULS Santa Maria, em Lisboa, mostra estes tempos médios até à primeira consulta.

É um hospital, não a média do país. Mostra, ainda assim, porque vale a pena perguntar ao médico de família que prioridade atribuiu ao pedido.

Por referenciação do SNS, a consulta e a cirurgia estão isentas de taxa moderadora (desde junho de 2022), pelo Decreto-Lei 37/2022. A linha SNS 24, pelo 808 24 24 24, atende todos os dias, 24 horas, sem custo. Avalia os sintomas ao telefone e encaminha para autocuidados, centro de saúde, teleconsulta ou urgência, conforme o caso (ERS). Em regra, não marca consultas de especialidade.

Quando não esperar

Nestes casos não se marca consulta. Procura-se ajuda no próprio dia.

  • Uma articulação de repente quente, vermelha, muito inchada e dolorosa, sem pancada. Pode ser infeção, que destrói a articulação em dias. A febre pode faltar. Urgência hospitalar hoje; na dúvida, SNS 24 pelo 808 24 24 24.
  • Dor articular com febre ou com mal-estar geral. Ligar para o SNS 24 (808 24 24 24) para orientação imediata.
  • Queda seguida de deformidade ou de incapacidade total de apoiar a perna. Pode ser fratura. Ligar 112.
  • Pernas que perdem força de repente, com dor nas costas, ou incapacidade de segurar a urina ou as fezes. Ligar 112.
  • Dor articular com perda de peso sem explicação. Não é emergência, mas pede consulta rápida com o médico de família, não daqui a meses.

Uma tabela de padrões de dor não vê a articulação

Esta página ajuda a pôr nome ao padrão da dor e a chegar à consulta com as perguntas certas. Mostra quantos portugueses têm cada problema, o que os estudos dizem das medidas caseiras e quanto tempo se espera no SNS.

Não diagnostica. Uma tabela de padrões não vê a articulação, não sente o inchaço e não lê análises. Também não indica doses de comprimidos nem manda parar medicamentos: essas decisões pertencem a quem conhece o historial de cada pessoa.

Fontes utilizadas 30

  1. Branco JC et al. — Prevalence of rheumatic and musculoskeletal diseases in Portugal: EpiReumaPt, RMD Open, DOI 10.1136/rmdopen-2015-000166 (2016)
  2. INE — Inquérito Nacional de Saúde 2019, doenças crónicas (2020)
  3. INE — Inquérito Nacional de Saúde 2019, determinantes de saúde (2020)
  4. DGS — Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física (consultado 2026)
  5. Portaria n.º 153/2017, Diário da República, TMRG (2017)
  6. Portaria n.º 137/2026/1, Diário da República, TMRG revistos (2026)
  7. ULS Santa Maria — Tempos de resposta, consulta externa CTH/SINACC, agosto (2026)
  8. ACSS/SPMS — Circular Informativa Conjunta 21/2016, livre acesso e circulação no SNS (2016)
  9. Decreto-Lei n.º 37/2022, Diário da República, taxas moderadoras (2022)
  10. ERS — O acesso a cuidados de saúde através da Linha SNS 24 (2026)
  11. Doctoralia Portugal — pergunta de utente sobre dores articulares e rigidez matinal (consultado 2026)
  12. NICE — Osteoarthritis in over 16s, NG226 (2022)
  13. Ledingham JM et al. — NICE NG100 e National Clinical Audit for Rheumatoid and Early Inflammatory Arthritis, Rheumatology (2017)
  14. StatPearls — Rheumatoid arthritis, exame das mãos (consultado 2026)
  15. NHS — Septic arthritis (consultado 2026)
  16. Wright VJ et al. — The musculoskeletal syndrome of menopause, Climacteric (2024)
  17. Lawford BJ et al. — Exercise for osteoarthritis of the knee, Cochrane CD004376.pub4 (2024)
  18. Atukorala I et al. — Is there a dose-response relationship between weight loss and symptom improvement in persons with knee osteoarthritis?, Arthritis Care & Research (2016)
  19. Messier SP et al. — Weight loss reduces knee-joint loads in overweight and obese older adults with knee osteoarthritis, Arthritis & Rheumatism (2005)
  20. Derry S et al. — Topical NSAIDs for chronic musculoskeletal pain in adults, Cochrane CD007400.pub3 (2016)
  21. Leopoldino AO et al. — Paracetamol versus placebo for knee and hip osteoarthritis, Cochrane CD013273 (2019)
  22. Bruyère O et al. — ESCEO algorithm for knee osteoarthritis, Seminars in Arthritis and Rheumatism (2019)
  23. EMA/PRAC — revisão do diclofenac sistémico (2013), citada em revisão de 2025
  24. Kumar A — How to investigate new-onset polyarthritis, Best Practice & Research Clinical Rheumatology (2014)
  25. Kellgren-Lawrence, escala radiológica da artrose, MedEdPORTAL (consultado 2026)
  26. Farmácia Home — Diclofenac Generis 10 mg/g, 100 g, preço a 24-09-2026
  27. Farmácia Alves Online — Voltaren Emulgel 10 mg/g, 100 g, preço a 24-09-2026
  28. Aebi PS et al. — Safety outcomes of statin vs non-statin lipid-lowering interventions in patients with prior statin-associated muscle symptoms, PLOS ONE (2025)
  29. Herrett E et al. — Statin treatment and muscle symptoms: series of randomised, placebo controlled n-of-1 trials, BMJ (2021)
  30. Shapiro SC — Biomarkers in rheumatoid arthritis, Cureus (2021)

Perguntas frequentes

Dores nas articulações e nos músculos ao mesmo tempo: o que pode ser?

Pode ser fibromialgia, polimialgia reumática, alterações da tiroide ou a transição da menopausa. Dor difusa com cansaço merece consulta com o médico de família, que escolhe as análises conforme o quadro. Quem toma estatinas e atribui a dor ao medicamento não deve pará-lo sem falar com o médico.

Porque é que as articulações doem mais de manhã?

Na artrose, a rigidez ao acordar dura poucos minutos e passa ao mexer. Quando dura mais de 30 a 60 minutos, sobretudo com mãos inchadas, é sinal de inflamação e justifica consulta sem deixar passar semanas.

As análises deram normais. Pode ser artrite na mesma?

Pode. A VS e a PCR são normais em cerca de 40 % das pessoas com artrite reumatoide, e a norma NICE NG100 manda referenciar a reumatologia qualquer inchaço articular persistente, mesmo com análises normais.

A dor nas articulações pode ser da menopausa?

Pode contribuir. Numa revisão de 2024 na Climacteric, Wright e colegas descrevem sintomas musculoesqueléticos, entre eles dor articular, em mais de 70 % das mulheres nesta transição. A causa exata ainda está por provar, e dores novas devem ser avaliadas antes de se atribuírem às hormonas.

Posso ir diretamente a uma consulta de ortopedia no SNS?

Em regra, não. A primeira consulta hospitalar de Ortopedia ou Reumatologia no SNS é pedida pelo médico de família, que fixa a prioridade. Os prazos máximos legais são 30, 60 ou 120 dias, e a consulta referenciada não paga taxa moderadora.

A dor nas articulações passa sozinha?

A dor de uma sobrecarga pontual costuma passar em dias com repouso relativo. Dor que dura semanas, que acorda de noite, que vem com inchaço ou rigidez longa, ou que aparece com febre, precisa de avaliação.