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Atualizado 15 de outubro de 2026 16 min de leitura

Tratamento da artrose em Portugal: o plano, passo a passo

Resposta curta: o tratamento da artrose começa pelo que não se compra na farmácia. Exercício regular e perda de peso são as medidas com mais estudos a favor. Numa revisão Cochrane de 2024, o exercício baixou a dor do joelho entre 8,7 e 13,1 pontos numa escala de 0 a 100. Os medicamentos entram depois, para as fases de mais dor, com o gel anti-inflamatório antes do comprimido. A prótese fica para quando nada disto chega. No SNS, tudo passa pelo médico de família, e a lei fixa 120 dias para a primeira consulta hospitalar normal.

8,7–13,1 pontos
menos dor no joelho com exercício, escala 0–100 (Cochrane 2024)
≥ 7,7 %
do peso perdido para melhoria funcional clara no joelho
120 dias
prazo legal da 1.ª consulta hospitalar normal no SNS
180 dias
prazo legal da cirurgia programada normal desde 2 de abril de 2026

Qual é o tratamento da artrose em Portugal, por ordem de evidência?

O tratamento da artrose segue uma escada. Primeiro vêm o exercício, o controlo do peso e a fisioterapia; depois, os medicamentos para a dor, a começar pelo anti-inflamatório em gel; depois ainda, as infiltrações, em casos escolhidos pelo médico; e, no fim, a prótese (artroplastia) do joelho ou da anca.

Nenhum degrau reconstrói a cartilagem. O objetivo realista é menos dor e mais movimento no dia a dia. É o mesmo que pedia um utente de 56 anos numa pergunta pública à Doctoralia Portugal: uma «mobilidade quotidiana normal e uma atividade desportiva moderada».

A tabela resume cada opção, o que os estudos mostram e onde se obtém em Portugal. As fontes estão ao lado de cada número no texto.

O exercício trata mesmo a artrose do joelho?

O exercício é o tratamento com mais estudos na artrose do joelho. A revisão Cochrane de 2024 juntou 139 estudos e 12 468 participantes. Comparado com placebo ou sessões de atenção, o exercício baixou a dor 8,7 pontos numa escala de 0 a 100, e comparado com não fazer nada baixou 13,1 pontos, com a função física a melhorar entre 9,7 e 12,5 pontos. Não é um milagre.

Os autores são prudentes. Dizem que o exercício «provavelmente» melhora a dor, a função e a qualidade de vida a curto prazo. A importância clínica do ganho é incerta para alguns doentes.

Para comparar, o paracetamol baixou a dor 3,23 pontos na mesma escala, numa revisão Cochrane de 2019.

Em Portugal, o problema é outro. No Inquérito Nacional de Saúde 2019 do INE, 65,6 % das pessoas com 15 ou mais anos não praticavam qualquer atividade desportiva regular. A meta da DGS, no Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, é de pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada para adultos. São cerca de 2,5 horas, que podem ser divididas por vários dias.

As recomendações europeias da EULAR, atualizadas em 2023, pedem exercício com dose e progressão ajustadas a cada pessoa. Incluem também educação sobre a doença, controlo do peso, calçado adequado e apoios de marcha, como a bengala. Quem tem a dor concentrada no joelho encontra os exercícios e os limites próprios dessa articulação na página sobre artrose do joelho e o que a agrava.

Quanto peso é preciso perder para a dor melhorar?

Para notar diferença na função do joelho, é preciso perder pelo menos 7,7 % do peso corporal. O número vem de um estudo comunitário com 1 383 pessoas com artrose do joelho, 71 % mulheres, com 64 anos de idade média. Quanto maior a perda, maior a melhoria, de forma gradual. Não há um limiar mágico.

Na prática, para quem pesa 80 kg, 7,7 % são cerca de 6 kg.

A razão é mecânica. Num ensaio de 18 meses com análise da marcha em 3D, cada quilo a menos associou-se a cerca de 4 kg a menos de força a atravessar o joelho em cada passo.

Este degrau diz respeito a muita gente em Portugal. Segundo o INE, em 2019, 53,6 % dos adultos tinham excesso de peso ou obesidade, cerca de 4,6 milhões de pessoas. Entre os 55 e os 74 anos, a obesidade passava dos 20 %.

Como se chega à fisioterapia pelo SNS?

A fisioterapia no SNS começa com uma credencial passada pelo médico de família para a consulta de Medicina Física e de Reabilitação (MFR), também chamada fisiatria. Nessa consulta, o fisiatra define o plano e o número de sessões, e só depois se marcam as sessões propriamente ditas, num hospital ou numa clínica com convenção com o SNS. Para continuar além do ciclo prescrito, é preciso voltar ao médico de família.

Este percurso está descrito por uma clínica convencionada, a Clínica Médis, e não num texto legal. O custo para o utente pode variar consoante a convenção. Convém perguntar na marcação.

Quanto se espera? Na ULS Santa Maria, em Lisboa, a primeira consulta de MFR de prioridade normal demorou em média 112 dias em agosto de 2026, segundo o relatório mensal da própria unidade. O valor diz respeito a uma só unidade de saúde de Lisboa.

Enquanto a consulta não chega, o exercício não tem de esperar. A OARSI põe o exercício, o controlo do peso e a educação sobre a doença como tratamento de base para todas as pessoas com artrose, com ou sem fisioterapia.

Que medicamentos se usam na artrose, e por que ordem?

Nas guidelines europeias, o primeiro medicamento para a artrose do joelho é um anti-inflamatório em gel, o chamado AINE tópico. A ESCEO dá-lhe uma recomendação forte antes do comprimido e prefere-o sobretudo depois dos 75 anos ou com problemas de estômago, rins ou coração. A NICE britânica também o põe na primeira linha e deixa o AINE oral para quando o gel não chega.

O paracetamol perdeu terreno. Numa revisão Cochrane de 2019, com evidência de alta qualidade, baixou a dor apenas 3,23 pontos em 100. É menos do que a diferença mínima que um doente sente. As análises do fígado saíram alteradas em 70 de cada 1 000 pessoas com paracetamol, contra 18 com placebo.

O anti-inflamatório em comprimido alivia mais, mas pesa noutros órgãos. Em 2013, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que o diclofenac oral tem um risco cardiovascular semelhante ao dos inibidores da COX-2, e o comprimido ficou contraindicado em quem tem doença cardíaca isquémica, doença cerebrovascular, doença arterial periférica ou insuficiência cardíaca. O gel não entrou nessa restrição.

Para dor que não cede, o colégio americano de reumatologia (ACR) admite a duloxetina como opção condicional, habitualmente com receita. A NICE desaconselha os opioides fortes na artrose.

As marcas, os preços nas farmácias portuguesas e o que não se deve juntar estão na página sobre pomadas e comprimidos para a artrose.

Os suplementos entram no tratamento da artrose?

Os suplementos são o degrau em que as sociedades médicas mais discordam. A ESCEO europeia recomenda a glucosamina sulfato cristalina de prescrição como tratamento de fundo. A NICE britânica diz para não oferecer glucosamina.

Em Portugal, os suplementos alimentares são notificados à DGAV, e não avaliados pelo Infarmed como os medicamentos. A lista de ingredientes e o que cada estudo mostrou estão na página que compara os suplementos para as articulações.

As infiltrações no joelho valem a pena?

A infiltração de corticoide alivia a dor durante semanas, não meses. Segundo a revisão Cochrane, o efeito é moderado às 1–2 semanas, pequeno a moderado às 4–6 semanas, pequeno às 13 semanas e nulo às 26 semanas. A qualidade da evidência é baixa, porque os ensaios dão resultados muito diferentes entre si.

O ácido hialurónico, ou viscossuplementação, tem duas gerações de estudos em conflito. A revisão Cochrane de 2006, com 76 ensaios, concluiu que era eficaz, com o melhor efeito entre as 5 e as 13 semanas. Em 2012, Rutjes e colegas analisaram 89 ensaios, isolaram os 18 de melhor qualidade e concluíram que, nesses, o efeito era clinicamente irrelevante, enquanto os acontecimentos adversos graves eram mais frequentes do que sem infiltração (risco relativo 1,41). Qual das duas vale? A mais recente é a mais rigorosa.

O que são os «tratamentos inovadores» para a artrose?

Os tratamentos anunciados como inovadores em clínicas privadas são sobretudo o plasma rico em plaquetas (PRP) e as células estaminais. A OARSI, sociedade internacional de investigação da artrose, recomendou fortemente contra ambos em 2019, por evidência de «qualidade extremamente baixa» e formulações sem padrão. O que se sabe de cada técnica está na página sobre os tratamentos anunciados como novos.

Quando se fala de prótese, e quanto dura?

A prótese (artroplastia) do joelho ou da anca propõe-se quando a dor e a perda de movimento continuam depois dos degraus anteriores. Numa meta-análise publicada no The Lancet em 2019, com dados de 14 registos nacionais e 299 291 próteses totais do joelho, 82,3 % ainda funcionavam 25 anos depois. As próteses parciais do joelho (unicompartimentais) ficaram nos 69,8 %.

Os dados equivalentes para a anca não foram reunidos nesta revisão. As particularidades dessa articulação estão na página sobre artrose da anca e a cirurgia.

Em Portugal, depois da quebra de 2020 causada pela pandemia, os números mexeram pouco. Segundo o perfil de saúde da OCDE e da Comissão Europeia de 2023, as próteses do joelho subiram 3 % em 2022 face a 2021 e as da anca desceram 2 %.

Quanto tempo se espera no SNS por ortopedia e cirurgia?

O caminho no SNS é este: médico de família, referenciação eletrónica para a primeira consulta hospitalar de ortopedia (ou reumatologia, ou MFR), inscrição para cirurgia se o ortopedista a propuser. Com o médico de família, o utente pode escolher qualquer hospital do SNS com a especialidade, olhando para a distância e para os tempos de espera publicados.

A lei fixa prazos máximos, o Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG). A Portaria n.º 137/2026/1, em vigor desde 2 de abril de 2026, manteve 30, 60 e 120 dias para a primeira consulta. Para a cirurgia programada, passou a 30 dias (prioritária) e 180 dias (normal).

Os tempos reais ficam, por vezes, muito acima. A tabela mostra o exemplo da ULS Santa Maria, em Lisboa, com dados oficiais de agosto de 2026.

Na ortopedia, a espera normal para a primeira consulta era mais de quatro vezes o prazo legal.

Um só hospital não é a média nacional. Vale a pena, com o médico de família, comparar hospitais antes de aceitar o que vem por defeito.

Há uma boa notícia no custo. Desde o Decreto-Lei n.º 37/2022, a consulta e a cirurgia feitas no SNS por referenciação não pagam taxa moderadora. A taxa fica só para a urgência sem referenciação. No SNS, o preço real é o tempo.

Quem já está inscrito para cirurgia pode consultar a sua posição na Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC/SIGIC) num serviço oficial do gov.pt.

E no privado, quanto custa?

No privado, a consulta de ortopedia não depende da referenciação do SNS. O preço de uma prótese é dado por orçamento, caso a caso. Os valores que aparecem online são indicativos, do tipo «a partir de».

O valor final depende do caso clínico, do hospital, dos implantes e do seguro de saúde. Quem ponderar esta via deve pedir orçamento por escrito, com o que inclui e o que não inclui.

O que perguntar na consulta?

Levar as perguntas escritas ajuda a aproveitar consultas curtas. Estas cinco cobrem o essencial do plano:

  1. Que exercício me aconselha, com que frequência, e quando devo parar?
  2. Quanto peso me ajudaria perder, e quem me pode acompanhar?
  3. Posso ter credencial para fisiatria, e em que unidade a espera é menor?
  4. Que medicamento devo usar nas crises, e o que não posso juntar aos que já tomo?
  5. Em que momento faz sentido falar de infiltração ou de prótese?

Quadros que não podem ficar na lista de espera

Alguns quadros não são artrose e não podem esperar pela lista de espera. Nestes casos, ligar para o SNS 24 (808 24 24 24, gratuito, 24 horas) ou ir à urgência:

  • Articulação quente e vermelha, muito inchada e dolorosa, sobretudo sem pancada. Pode ser uma infeção (artrite séptica), capaz de destruir a articulação em dias. A febre pode faltar.
  • Queda com deformidade ou incapacidade de apoiar a perna. Suspeita de fratura: ligar 112.
  • Perda súbita de força ou do controlo da urina ou das fezes, com dor nas costas: ligar 112.

O SNS 24 avalia os sintomas e orienta para autocuidados, centro de saúde ou urgência. Em regra, não referencia diretamente para ortopedia.

A ordem dos tratamentos explicada; a decisão é de quem observa

Aqui está a ordem pela qual os estudos põem as opções de tratamento da artrose, com os números de cada uma e o caminho no SNS em 2026. Também estão os prazos legais e os tempos reais publicados por um hospital. O que é a doença, como evolui e quem a tem em Portugal fica no guia completo sobre a artrose em Portugal.

Não há aqui diagnóstico nem receita. A escolha do medicamento, da infiltração ou da cirurgia depende do exame, da idade, dos outros medicamentos e das outras doenças de cada pessoa, e por isso é uma decisão do médico que a observa. Não nossa.

Não indicamos doses de medicamentos para tomar por conta própria. A dose segura muda com o peso, os rins, o fígado e os outros tratamentos, e a mesma molécula tem riscos diferentes em gel e em comprimido.

Também não estimamos o preço de uma prótese no privado. Sem orçamento escrito, um número nosso faria parecer barato ou caro o que ninguém garantiu.

Fontes utilizadas 28

  1. Diário da República — Portaria n.º 137/2026/1, de 1 de abril (TMRG a partir de 02-04-2026)
  2. Diário da República — Portaria n.º 153/2017, de 4 de maio (TMRG)
  3. Diário da República — Decreto-Lei n.º 37/2022, de 27 de maio (taxas moderadoras)
  4. ULS Santa Maria — Tempos de resposta, consulta externa CTH/SINACC, agosto de 2026
  5. ULS Santa Maria — Tempos de resposta, cirurgia programada SIGIC, agosto de 2026
  6. ACSS/SPMS — Circular Informativa Conjunta n.º 21/2016 (referenciação e livre acesso)
  7. Portal gov.pt, serviço público: posição na Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC/SIGIC)
  8. ERS — O acesso a cuidados de saúde através da Linha SNS 24 (2026)
  9. Clínica Médis — 4 passos para realizar os seus tratamentos através do SNS
  10. DGS — Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física
  11. INE — Inquérito Nacional de Saúde 2019 (excesso de peso, atividade física)
  12. Cochrane — Exercise for osteoarthritis of the knee, CD004376 (2024)
  13. Estudo dose-resposta entre perda de peso e sintomas na artrose do joelho, Arthritis Care & Research (2016)
  14. Messier SP et al. — Weight loss reduces knee-joint loads, Arthritis Rheum (2005)
  15. Moseng T et al. — EULAR recommendations for the non-pharmacological core management of hip and knee osteoarthritis: 2023 update
  16. Bruyère O et al. — ESCEO algorithm for knee osteoarthritis, Semin Arthritis Rheum (2019)
  17. Cochrane — Paracetamol versus placebo for knee and hip osteoarthritis, CD013273 (2019)
  18. Revisão de 2025 sobre o diclofenac e a revisão EMA/PRAC de 2013
  19. Revisão de 2025 com a tabela da guideline NICE NG226 (2022)
  20. Cochrane — Intra-articular corticosteroid for knee osteoarthritis, CD005328 (2015)
  21. Rutjes AWS et al. — Viscosupplementation for osteoarthritis of the knee, Ann Intern Med (2012)
  22. Bannuru RR et al. — OARSI guidelines for the non-surgical management of osteoarthritis (2019)
  23. Evans JT et al. — How long does a knee replacement last?, The Lancet (2019)
  24. OCDE/Comissão Europeia — State of Health in the EU: Portugal, perfil de saúde 2023
  25. ACR/Arthritis Foundation — Guideline for the management of osteoarthritis of the hand, hip, and knee (2019)
  26. NHS — Septic arthritis
  27. Doctoralia Portugal — pergunta pública «Lesões nos joelhos» (consultada a 24-09-2026)
  28. Bellamy N et al. — Viscosupplementation for the treatment of osteoarthritis of the knee, Cochrane CD005321 (2006)

Perguntas frequentes

O tratamento da artrose no SNS é pago?

A consulta de ortopedia, reumatologia ou fisiatria e a cirurgia feitas no SNS por referenciação não pagam taxa moderadora, segundo o Decreto-Lei n.º 37/2022. A taxa aplica-se apenas à urgência hospitalar sem referenciação. O custo das sessões de fisioterapia convencionada pode variar e convém confirmá-lo na marcação.

Quanto tempo demora a consulta de ortopedia no SNS?

O prazo legal para a primeira consulta de ortopedia de prioridade normal é de 120 dias (Portaria n.º 137/2026/1). Na prática varia muito por hospital: na ULS Santa Maria, em agosto de 2026, a média foi de 532 dias. Com o médico de família, é possível escolher outro hospital do SNS.

O que faz bem às artroses no dia a dia?

O que tem mais estudos a favor é o exercício regular e a perda de peso. A DGS aponta para pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana. No joelho, perder 7,7 % do peso ou mais associou-se a melhoria funcional clara. Calçado adequado e bengala ajudam a tirar carga à articulação.

Qual é o melhor medicamento para a artrose?

Não há um medicamento que trave a artrose. Para a dor do joelho e da mão, as guidelines europeias põem o anti-inflamatório em gel antes do comprimido, por ter menos efeitos no resto do corpo. O paracetamol aliviou pouco numa revisão Cochrane de 2019. A escolha para cada pessoa cabe ao médico ou ao farmacêutico.

Quanto tempo dura o efeito de uma infiltração de corticoide?

Segundo a revisão Cochrane, o alívio é maior nas primeiras 1 a 2 semanas, vai diminuindo e deixa de se notar às 26 semanas. A evidência é de baixa qualidade. Serve para atravessar uma fase de mais dor, não para tratar a artrose a longo prazo.

Quanto tempo dura uma prótese do joelho?

Numa meta-análise de 14 registos nacionais publicada no The Lancet em 2019, 82,3 % das próteses totais do joelho ainda funcionavam 25 anos depois. Nas próteses parciais, a percentagem foi de 69,8 %. Para a anca, esta revisão não reuniu dados equivalentes.