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Atualizado 15 de outubro de 2026 21 min de leitura

Suplementos para as articulações: evidência e preços em Portugal

Em Portugal, os suplementos para as articulações são alimentos notificados à DGAV, e não medicamentos autorizados pelo Infarmed. Nenhum pode afirmar no rótulo que protege a cartilagem, porque a EFSA rejeitou essa alegação para a glucosamina e para o colagénio hidrolisado. Nos ensaios, o efeito na dor da artrose é pequeno. Às vezes é nulo. A mesma glucosamina de 1 500 mg existe como medicamento, a 11,45 € por 60 saquetas (preço de 24-09-2026).

DGAV
regula os suplementos alimentares em Portugal (DL 118/2015)
3 pareceres
da EFSA, entre 2009 e 2012, sem efeito demonstrado da glucosamina nas articulações
53 vs 47
em cada 100 com alívio de pelo menos 20 % da dor, condroitina vs placebo (Cochrane 2015)
11,45 €
glucosamina 1 500 mg, 60 saquetas, medicamento sem receita (24-09-2026)

Quem regula os suplementos para as articulações em Portugal?

Para a lei, um suplemento alimentar é um género alimentício e responde à DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária), ao abrigo do Decreto-Lei n.º 118/2015; o Infarmed só entra quando o produto é um medicamento, e a ASAE fiscaliza o que está efetivamente à venda nas lojas, nas farmácias e na internet. (Infarmed e DGAV, «Produtos-fronteira»)

A notificação à DGAV é um passo administrativo. Não avalia se o produto alivia a dor.

A frase correta numa caixa de suplemento é «notificado à DGAV». Um suplemento «aprovado pelo Infarmed» não existe.

A forma também não decide nada. Uma cápsula ou uma saqueta podem ser suplemento ou medicamento, e o que as separa é a composição, a apresentação e aquilo que o produto diz fazer. Um produto que prometa tratar ou prevenir uma doença é apresentado como medicamento e precisa de outra autorização. (DGAV, suplementos alimentares)

Na glucosamina, as duas categorias convivem. A Glucosamina Generis 1500 mg, pó para solução oral, tem folheto aprovado pelo Infarmed em 12-02-2018 com uma indicação escrita, o «alívio dos sintomas de osteoartrite do joelho, ligeira a moderada». É um medicamento não sujeito a receita médica (MNSRM) e não é comparticipado. (Folheto informativo Glucosamina Generis)

Ter autorização como medicamento não prova um grande efeito. A DECO PROteste apontou essa incoerência em julho de 2025. Segundo a associação, os estudos de 2022 e 2023 mostram que glucosamina e condroitina «não demonstram quaisquer mais-valias clinicamente válidas ou significativas», e os medicamentos destas substâncias continuam autorizados em Portugal. (DECO PROteste, 2025)

O que a EFSA deixa dizer e o que os ensaios mostram, ingrediente a ingrediente

Cada ingrediente responde a duas perguntas diferentes. A primeira é legal, sobre a frase que a UE autoriza num rótulo. A segunda é clínica, sobre o que os ensaios mediram, quase sempre a dor e a função do joelho.

Na glucosamina, os três pareceres da EFSA chegam à mesma conclusão. Num deles, a relação de causa e efeito com a manutenção da cartilagem articular normal não foi estabelecida. (EFSA Journal 2012;10(5):2691) Os ensaios explicam porque se ouve «funciona» e «não funciona» ao mesmo tempo, já que o resultado depende da preparação testada. A glucosamina ingrediente a ingrediente, do mecanismo aos estudos, está no guia sobre para que serve a glucosamina.

Na condroitina, a revisão Cochrane de 2015 dá uma medida fácil de ler. São seis pessoas a mais em cada cem que chegam a um alívio que se nota. É pouco. Em compensação, houve menos eventos adversos graves do que com placebo. A análise estudo a estudo está na página sobre o que a condroitina mostrou nos ensaios.

O colagénio divide-se em dois produtos que não se comparam. O hidrolisado toma-se em gramas; o tipo II não desnaturado (UC-II) foi estudado em 40 mg por dia e atua por outra via. (UC-II, ensaio de 180 dias) Um rótulo que diga apenas «colagénio bovino» não permite saber qual dos dois está na cápsula. As diferenças entre tipos e doses estão no guia de colagénio para as articulações.

A curcumina tem o sinal clínico mais claro entre os extratos de plantas, mas o sinal é modesto. Uma descida de 9 mm numa escala de 100 mm é real. Também é pequena. As formulações estudadas usam extratos padronizados, muitas vezes com piperina, e a quantidade varia de estudo para estudo.

As sociedades médicas concordam sobre os suplementos para as articulações?

Não por completo, e nenhuma das quatro grandes sociedades recomenda a glucosamina de venda livre. A ESCEO europeia só apoia a glucosamina sulfato cristalina e a condroitina de prescrição, tomadas em separado (ESCEO 2019), enquanto o ACR/Arthritis Foundation (ACR/AF 2019), o NICE (NICE NG226, tabela de síntese) e a OARSI 2019 recomendam contra a glucosamina. A diferença vem do que cada uma avalia: a ESCEO olha para medicamentos com formulação definida, as outras para o conjunto das preparações à venda. As posições lado a lado, com o efeito comparado ao paracetamol e aos anti-inflamatórios, estão na análise da glucosamina com condroitina.

Que frase sobre cartilagem pode um suplemento usar legalmente?

A única alegação de saúde autorizada na UE que fala de cartilagem pertence à vitamina C. Diz que a vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para o funcionamento normal das cartilagens, e consta do Regulamento (UE) 432/2012. (EUR-Lex, Reg. 432/2012)

Isto explica porque tantos produtos de glucosamina juntam vitamina C.

A frase legal sobre cartilagem vem da vitamina. O Bioactivo Glucosamina Plus, por exemplo, usa no rótulo a fórmula «contribuem para a normal formação de colagénio», e a caixa junta glucosamina, sulfato de condroitina, vitamina C, espirulina e selénio. (Farmácias Portuguesas) Uma frase destas não diz nada sobre o efeito da glucosamina na artrose.

Minerais como o zinco, o cobre ou o manganês também têm alegações autorizadas, ligadas aos ossos ou ao tecido conjuntivo. Nenhuma fala de artrose. Um suplemento que diga que «reconstrói a cartilagem», que «mantém as articulações» graças à glucosamina ou que trata a artrose está a usar uma alegação que a UE não autoriza. (EFSA Journal 2009;7(9):1264)

Quanto custam os suplementos para as articulações nas farmácias portuguesas?

A 24 de setembro de 2026, a glucosamina de 1 500 mg vendida como medicamento custava 11,45 € por 60 saquetas numa farmácia online portuguesa. Os suplementos de colagénio com glucosamina custavam entre 17,04 € e 25,35 €. Não localizámos condroitina isolada à venda em nenhuma farmácia online portuguesa.

Preços verificados a: 24 de setembro de 2026

O custo por dia é uma conta nossa. Usámos a toma diária que cada embalagem indica; no Arkoflex Colagénio em cápsulas a página não mostra essa toma, por isso a conta fica em branco, e o Bioactivo Glucosamina Plus ficou de fora porque só mostra o preço depois de escolhida uma farmácia física.

Os preços riscados pedem atenção. Desde o Decreto-Lei n.º 109-G/2021, uma loja que anuncia uma redução de preço em Portugal tem de mostrar o valor mínimo a que vendeu o produto nos 30 dias anteriores à redução. (Diário da República, DL 109-G/2021) Um preço «de tabela» ao lado de outro mais baixo, sem essa referência, diz pouco sobre o que se poupa.

São preços de uma loja e de um dia. Mudam.

Como ler o rótulo de um suplemento para as articulações?

Ler o rótulo é procurar quatro coisas, por esta ordem: quanto de cada ingrediente vem por toma diária, em que forma química, em que categoria legal está o produto e que frases usa na embalagem para se vender.

Dose por toma diária ou por cápsula?

Muitas caixas indicam a dose para a toma diária inteira, e não para cada cápsula ou porção. No Arkoflex Colagénio Total em pó, a toma indicada é de 13 g por dia, e a embalagem de 390 g dura 30 dias; a 24-09-2026 custava 25,35 € na Loja da Farmácia. Quem prepara metade da toma para a caixa durar mais recebe metade de cada ingrediente.

A conta é simples. Divide-se a dose declarada pelo número de unidades da toma e multiplica-se pelas que se tomam de facto.

Sulfato, cloridrato ou «sulfato 2KCl»?

A ESCEO distingue a glucosamina sulfato cristalina de prescrição, obtida por um processo próprio e estabilizado, das formas de venda livre. Só a de prescrição mostrou, de forma consistente, boa absorção e efeito clínico. O cloridrato e os «sulfatos» de venda livre, incluindo o cloridrato com sal de sulfato acrescentado, não mostraram efeito nos ensaios de maior qualidade. (ESCEO 2019)

Que tipo de colagénio?

«Colagénio» sem mais nada no rótulo não chega. Hidrolisado, em gramas, e tipo II não desnaturado, em miligramas, são produtos com estudos e doses diferentes. A origem (bovina, peixe, frango) importa para alergias e escolhas alimentares, mas não prova vantagem clínica. (meta-análise 2023)

Que frases não deviam estar na caixa?

Três sinais pedem desconfiança. São eles «aprovado pelo Infarmed» num suplemento, promessas de refazer a cartilagem e os prazos fixos de resultado. Nenhum corresponde a uma alegação autorizada.

E se faltarem os miligramas?

Sem mg por ingrediente, não há comparação possível com os ensaios nem conta de custo por dose. O produto pode até ter as quantidades estudadas. Ninguém o consegue confirmar.

Quem não deve tomar suplementos para as articulações sem falar com o médico?

Quem toma varfarina ou outro anticoagulante, quem tem alergia a marisco, quem tem diabetes não controlada e quem está grávida deve falar com o médico ou o farmacêutico antes de começar. Estas são as situações com sinal de risco nos estudos ou sem dados de segurança.

  • Varfarina e acenocumarol. Há relatos de aumento do INR com glucosamina. Uma análise de farmacovigilância reuniu 20 casos da FDA e 21 da OMS, um deles com hemorragia intraventricular grave. (Knudsen e Sokol, 2008) O resumo das características do medicamento pede vigilância do INR quando se começa ou se para a glucosamina. (EMA, anexo Glucomed) A curcumina tem também um caso descrito de INR acima de 10 poucas semanas depois de começar. (Medsafe, 2018) O ajuste do anticoagulante é decisão de quem o receitou.
  • Alergia a marisco. A glucosamina é habitualmente extraída de carapaças de crustáceos, e os folhetos costumam desaconselhá-la a quem tem esta alergia. Existe glucosamina obtida por fermentação de milho. (National Center for Health Research)
  • Diabetes. Em pessoas sem diabetes, a glucosamina em dose habitual não alterou a glicemia. Em diabetes não tratada ou mal controlada, pode alterar os valores de glicose. (Biggee 2007 e outros, Europe PMC)
  • Gravidez e amamentação. Não há dados de segurança para glucosamina nem condroitina. Sem dados, não há base para tomar.
  • Medicação crónica metabolizada pelo fígado. A piperina, adicionada à curcumina para melhorar a absorção, pode inibir a enzima hepática CYP3A4. Num estudo com 12 voluntários, 20 mg de piperina por dia durante 10 dias subiram a concentração máxima da carbamazepina em 68,7 %. (Bedada et al., 2017)
  • Vesícula biliar. A curcumina estimula a secreção de bílis; quem tem cálculos ou obstrução das vias biliares deve usá-la com cautela.

Uma cápsula que junte glucosamina, curcumina e piperina soma três destes avisos. À consulta leva-se a lista de ingredientes, não o nome.

ArtiZynt: o que sabemos

O ArtiZynt é um suplemento em cápsulas vendido online em Portugal, com glucosamina, colagénio bovino, curcuma, zinco, magnésio, cobre e pimenta preta. O fabricante não publica os miligramas de nenhum destes ingredientes. A embalagem tem 20 cápsulas, a toma indicada é de duas por dia, e o vendedor pede 39 € por ela a 24-09-2026.

A página de venda é uma história pessoal, na primeira pessoa, e afirma que a glucosamina e o colagénio do produto «preenchem os vazios na cartilagem gasta». É o que o vendedor afirma. A EFSA não autorizou nenhuma alegação de glucosamina ou de colagénio hidrolisado sobre a cartilagem, e não repetimos essa promessa.

Há um ponto a favor. A curcumina baixou a dor em ensaio controlado, ainda que pouco, e a piperina aumenta a sua absorção. O zinco em dose alta pode provocar défice de cobre (BJCP, zinco e cobre), e é por isso que a fórmula AREDS, com 80 mg de zinco, leva 2 mg de cobre. (National Eye Institute, AREDS) Juntar os dois minerais segue essa lógica. Sem miligramas, porém, não se sabe se a curcumina está perto das quantidades estudadas nem se a proporção entre zinco e cobre é adequada.

E a ESCEO? Recomenda de forma fraca contra a combinação de glucosamina com condroitina, e o ArtiZynt não tem condroitina, por isso essa objeção não se aplica diretamente ao produto; aplica-se a outra, a de que a mesma sociedade desaconselha todas as formulações de glucosamina que não sejam a de prescrição.

A comparação de preço é um facto e não um juízo sobre o efeito. Por 11,45 € compra-se em farmácia um medicamento com 1 500 mg de glucosamina declarados por saqueta, para 60 dias. Por 39 €, o ArtiZynt dá 10 dias de cápsulas sem doses declaradas, com ingredientes que o medicamento não tem.

Quem pondera o ArtiZynt pode pedir ao vendedor as doses por cápsula antes de encomendar. Pode também levar a lista de ingredientes ao farmacêutico, sobretudo se toma anticoagulante, medicação crónica ou tem alergia a marisco.

Por onde começar quando a dor é de artrose?

O tratamento com mais provas não vem num frasco. Vem do movimento. Na revisão Cochrane de 2024, com 139 estudos e 12 468 pessoas com artrose do joelho, o exercício melhorou a dor entre 8,7 e 13,1 pontos numa escala de 0 a 100, conforme a comparação. (Cochrane CD004376)

O peso conta de forma gradual. Num estudo com 1 383 pessoas, foi preciso perder pelo menos 7,7 % do peso para uma melhoria funcional que se notasse, e quanto maior a perda, maior a melhoria. (Arthritis Care & Research, DOI 10.1002/acr.22805)

No SNS, tudo passa primeiro pelo médico de família, na USF ou UCSP: avalia a queixa e decide se é preciso referenciar para ortopedia, reumatologia ou medicina física e de reabilitação. O plano completo, dos exercícios às infiltrações e à prótese, está no guia de tratamento da artrose em Portugal. O que é a doença e como evolui está explicado na página sobre o que é a artrose.

Escolher o suplemento é conversa para o médico ou o farmacêutico

Esta página junta, para quem compra em Portugal, três coisas que costumam estar separadas. O estatuto legal de cada ingrediente, o resultado dos ensaios e o preço verificado numa data.

Não diagnostica a causa da dor. Não diz a ninguém que suplemento tomar, nem em que dose, e não substitui a conversa com o médico de família ou com o farmacêutico, que conhecem a medicação e a história de cada pessoa.

Marcas sem ordem do melhor ao pior

Não ordenamos marcas do melhor para o pior. Não existem ensaios que comparem marcas entre si, e metade dos produtos desta página não declara os miligramas. Um «top» daria uma certeza falsa.

Também não indicamos uma dose pessoal. As doses desta página são as que os ensaios usaram, e a toma certa depende da medicação, do peso e dos riscos de cada pessoa.

Fontes utilizadas 37

  1. Infarmed e DGAV — Produtos-fronteira entre suplementos alimentares e medicamentos (consultado 2026)
  2. DGAV — Suplementos alimentares, perguntas frequentes (consultado 2026)
  3. Infarmed — Folheto informativo Glucosamina Generis 1500 mg pó para solução oral (2018)
  4. DECO PROteste — Glucosamina e condroitina ajudam a prevenir ou tratar a osteoartrose? (2025)
  5. Farmácia da Liga — Glucosamina ratiopharm MG 1500 mg x 60 saquetas (preço a 24-09-2026)
  6. Loja da Farmácia — Arkoflex Colagénio cápsulas x60 (preço a 24-09-2026)
  7. Loja da Farmácia — Arkoflex Colagénio Total pó 390 g (preço a 24-09-2026)
  8. Celeiro — Solgar Glucosamina Condroitina MSM 60 comprimidos (preço registado em agosto de 2026)
  9. Farmácias Portuguesas — Bioactivo Glucosamina Plus (consultado 2026)
  10. Diário da República — Decreto-Lei n.º 109-G/2021 (2021)
  11. EFSA — Glucosamina, isolada ou com condroitina, e manutenção das articulações, EFSA Journal 2009;7(9):1264 (2009)
  12. EFSA — Glucosamina e manutenção da cartilagem articular normal, EFSA Journal 2012;10(5):2691 (2012)
  13. EUR-Lex — Regulamento (UE) n.º 432/2012, alegações de saúde autorizadas (2012)
  14. Towheed T et al. — Glucosamina para a artrose, Cochrane CD002946 (2005)
  15. Singh JA et al. — Condroitina para a artrose, Cochrane CD005614 (2015)
  16. García-Coronado JM et al. — Colagénio na artrose, meta-análise, Int Orthop, DOI 10.1007/s00264-018-4211-5 (2019)
  17. Wang Z et al. — Curcumina na artrose do joelho com derrame, Ann Intern Med, DOI 10.7326/M20-0990 (2020)
  18. Bruyère O et al. — Algoritmo ESCEO para a artrose do joelho, Semin Arthritis Rheum (2019)
  19. Kolasinski SL et al. — Guideline ACR/Arthritis Foundation para a artrose da mão, anca e joelho (2019)
  20. Revisão com a tabela das recomendações NICE NG226 (2025)
  21. Knudsen JF, Sokol GH — Glucosamina e varfarina, Pharmacotherapy, DOI 10.1592/phco.28.4.540 (2008)
  22. EMA — Glucomed, anexos do procedimento de arbitragem, resumo das características (2006)
  23. Revisão Cochrane — Exercício para a artrose do joelho, CD004376 (2024)
  24. Meta-análise — Colagénio hidrolisado na artrose do joelho, 4 ensaios (2023)
  25. Revisão sistemática e meta-análise — Boswellia serrata na artrose, 7 ensaios (2020)
  26. Meta-análise — Ácidos gordos ómega-3 na artrose, 9 ensaios (2023)
  27. Revisão sistemática — Ácido hialurónico oral nas articulações, 11 estudos (2024)
  28. Meta-análise — DMSO e MSM na artrose (2011)
  29. Zhao ZX et al. — Vitamina D na artrose do joelho, meta-análise (2021)
  30. Lugo JP et al. — Colagénio tipo II não desnaturado (UC-II), ensaio de 180 dias (2016)
  31. Medsafe — Curcuma e varfarina, alerta de segurança (2018)
  32. National Center for Health Research — Glucosamine supplements: do they work? are they safe? (consultado 2026)
  33. Europe PMC — Estudos sobre glucosamina, glicose e insulina (Tannis 2004, Biggee 2007, Saghafi 2016)
  34. Bedada SK et al. — Piperina e farmacocinética da carbamazepina em voluntários saudáveis, Drug Research (2017)
  35. British Journal of Clinical Pharmacology — Zinco e défice de cobre (2023)
  36. Riddle DL, Stratford PW et al. — Perda de peso e melhoria na artrose do joelho, relação dose-resposta, DOI 10.1002/acr.22805 (2016)
  37. National Eye Institute — AREDS/AREDS2, perguntas frequentes: cobre acrescentado ao zinco (2020)

Perguntas frequentes

Existe um melhor suplemento para as articulações?

Nenhum suplemento foi demonstrado como o melhor para todas as pessoas. A curcumina e a Boswellia serrata têm efeitos pequenos na dor; a glucosamina de venda livre não superou o placebo nos estudos mais rigorosos.

Os suplementos para as articulações precisam de receita ou são comparticipados?

Não precisam de receita e não são comparticipados, porque são alimentos notificados à DGAV. Mesmo a glucosamina de 1 500 mg vendida como medicamento é MNSRM e não é comparticipada.

A glucosamina da farmácia é igual à dos suplementos?

Não é necessariamente igual. A glucosamina de 1 500 mg em saquetas é um medicamento com indicação aprovada pelo Infarmed para a osteoartrite do joelho ligeira a moderada. Nos suplementos, a forma e a dose variam e nem sempre vêm declaradas em miligramas.

Quanto tempo demora um suplemento para as articulações a fazer efeito?

Nos ensaios, o efeito, quando existe, surge ao fim de 4 a 12 semanas de toma contínua. Os estudos com glucosamina e condroitina duraram de 24 semanas a 6 meses.

O colagénio serve para as articulações?

Uma meta-análise de 2019 encontrou descida do índice WOMAC total e da rigidez com colagénio, mas não nas subescalas de dor e de função. A EFSA rejeitou em 2011 a alegação do colagénio hidrolisado para a manutenção das articulações, por isso nenhum rótulo a pode usar.

O ArtiZynt tem as doses no rótulo?

Não tem. O fabricante do ArtiZynt indica os ingredientes (glucosamina, colagénio bovino, curcuma, zinco, magnésio, cobre e piperina) mas não publica os miligramas de nenhum. Por isso não é possível comparar as quantidades com as doses usadas nos ensaios.