Vive Ativo

Como escolhemos as fontes

No Vive Ativo, um suplemento para as articulações é descrito pelo que mostraram revisões sistemáticas e ensaios contra placebo, e não pelo folheto de quem o vende. Se esses estudos dizem que não resulta, é isso que se lê, ainda que se trate do suplemento mais vendido.


Quem assina estes textos, quem os corrige e quem os paga?

Assina a Redação Vive Ativo, com base nas fontes citadas em cada página. Não há autores inventados nem textos atribuídos a médicos que não os escreveram. Somos a redação, não um fabricante nem um médico.

Cada artigo mostra a data da última atualização, porque a informação de saúde não fica parada. Quando a evidência muda ou aparece um erro, o texto é corrigido e a data acompanha a correção. Quem encontrar algo incorreto pode avisar pela página de contactos.

O site tem ligações de afiliação: uma compra feita por elas pode render uma comissão à redação. Quem compra não paga mais por isso, e a avaliação não muda: um produto é analisado pela evidência, e a conclusão sai desfavorável sempre que os estudos o forem, inclusive no caso de um produto que nos poderia render comissão. A divulgação de afiliação e a relação com as marcas estão nos termos e esclarecimentos legais.

Que promessas sobre cartilagem e artrose ficam fora do site?

As que nenhum estudo sustenta e as que só um médico pode fazer:

  • «regenerar a cartilagem» ou «curar a artrose»: nenhum suplemento o demonstrou;
  • doses para tomar por conta própria, porque a dose certa depende do caso de cada pessoa e do médico que a acompanha;
  • diagnósticos: as páginas dão pistas para saber quando procurar ajuda, e o diagnóstico é de quem observa;
  • doenças que exigem médico, como a artrite reumatoide, tratadas em profundidade como se se resolvessem com uma cápsula.

Também não publicamos descontos falsos, contadores de urgência nem avisos de «restam poucas unidades». São práticas enganosas, contrárias à lei europeia, e não cabem num site que quer durar.

Como se escreve sobre um produto concreto?

Com o que os estudos mostraram, e nunca com «o produto cura». Na prática, uma página sobre um suplemento para as articulações traz:

  • as doses usadas nos ensaios, para que se possa comparar com o rótulo;
  • os preços reais em Portugal, com data;
  • um aviso claro quando o fabricante não revela as doses: é uma limitação real e o leitor tem de a conhecer antes de pagar.

Porque é que a glucosamina aparece aqui como «não supera o placebo»?

Porque é isso que os estudos grandes mostram, e um resultado negativo é tanta informação como um positivo. Muitas vezes é o que poupa dinheiro.

O maior ensaio, o GAIT, publicado em 2006 no New England Journal of Medicine, comparou cinco tratamentos em 1 583 doentes com artrose do joelho durante 24 semanas. No conjunto dos doentes, nem a glucosamina, nem a condroitina, nem as duas juntas foram melhores do que o placebo (Clegg et al., NEJM 2006). Não escondemos dados que contrariam um produto para o vender melhor, e esta regra vale para qualquer ingrediente, por mais saída que tenha.

Que estudos pesam mais quando dois resultados não batem certo?

Pesa mais o que junta mais evidência e compara com placebo. A ordem é esta:

  1. Revisões sistemáticas e meta-análises, que reúnem muitos estudos em vez de um isolado. É aqui que se procura primeiro a resposta sobre se um suplemento funciona.
  2. Ensaios clínicos aleatorizados, o padrão para saber se um tratamento tem efeito real face ao placebo.
  3. Autoridades de saúde, como o NHS britânico ou o MSD Manual, para as bases da doença.

Não contam como prova os folhetos dos produtos, os testemunhos e os «estudos» citados por quem vende. Quando a evidência é fraca ou mista, o texto di-lo, mesmo que fique menos vendável.