Porque é que a ESCEO desaconselha juntar as duas na mesma cápsula?
A ESCEO desaconselha a combinação porque a condroitina reduz a absorção da glucosamina em 50 a 75 %, e porque não existe nenhum medicamento de prescrição que junte as duas. A recomendação contra é fraca. (ESCEO 2019)
A mesma sociedade recomenda de forma forte cada uma delas em separado, desde que seja a versão de prescrição. Cita ainda um ensaio com 164 doentes com dor moderada a forte que tomaram 1 200 mg de condroitina e 1 500 mg de sulfato de glucosamina por dia durante seis meses. A combinação não foi superior ao placebo.
É exatamente o par de doses que aparece nas caixas e nas pesquisas, «glucosamina 1500 mg, condroitina 1200 mg». Testado assim, junto, num ensaio com doentes que tinham dor suficiente para mostrar diferença, não a mostrou.
As outras sociedades são mais negativas.
Fontes da tabela: ESCEO 2019, ACR/AF 2019, NICE NG226 em tabela de síntese, OARSI 2019.
Para dar uma escala, a ESCEO calcula para a glucosamina de prescrição um tamanho de efeito na dor de 0,27, o que é mais do que o paracetamol (0,14) e fica perto dos anti-inflamatórios orais (0,32), um valor que a própria ESCEO descreve como pequeno e que só ganha sentido quando comparado com os medicamentos que as pessoas já tomam para a dor.